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Ousmane Sembène: lições de um defensor de uma memória descolonizada

Mbagnick Ngom
foto/ilustração:
Ify Chiejina

Pour nombre d’acteurs culturels, c’est grâce à Sembène Ousmane que l’image de l’Afrique côtoie celle du reste du monde dans la section dédiée à la mémoire cinématographique de l’humanité. Son legs témoigne aujourd’hui de cette volonté qui a rythmé toute sa vie : celle de rendre l’Afrique plus fière, digne et respectée. Ils sont quasi unanimes, les acteurs du 7e art à l’avoir reconnu comme le «Père du cinéma africain et défenseur d’une mémoire décolonisée». Et pour cause, pour nombre de ses compatriotes, Ousmane Sembène aura porté la voix de la vérité pour le peuple sénégalais. Le baobab s’est effondré le 9 juin 2007, laissant orphelin tout un monde de créateurs et autres férus de cinéma. «L’aîné des anciens du cinéma africain», le surnom que Sembène s’était lui-même donné, s’est évertué, dans toute sa production aussi bien littéraire que cinématographique, à montrer que l’Occident n’a jamais été son centre d’intérêt. L’homme s’est investi pour restaurer la dignité de l’homme noir.

Para muitos agentes culturais, é graças a Ousmane Sembène que a imagem de África se confunde com a do resto do mundo na memória cinematográfica da humanidade. O seu legado testemunha hoje o desejo que marcou toda a sua vida: tornar África mais orgulhosa, digna e respeitada. O mundo da sétima arte é quase unânime em reconhecê-lo como o “Pai do cinema africano e defensor de uma memória descolonizada”. E por uma boa razão: para muitos dos seus compatriotas, Ousmane Sembène era a voz da verdade do povo senegalês. O baobá caiu a 9 de Junho de 2007, deixando órfão todo um mundo de cineastas e outros entusiastas do cinema. “O mais velho dos anciãos do cinema africano”, como Sembène se auto-intitulava, esforçou-se ao longo da sua produção literária e cinematográfica por mostrar que o Ocidente nunca foi o seu centro de interesse. Trabalhou para restaurar a dignidade do homem negro.

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